Um dos líderes brasileiros no setor de automação bancária e comercial, a Perto, conseguiu na CeBIT 2010 ampliar sua rede de contatos e negócios internacionais, que possibilitam à empresa um crescimento anual constante de cerca de 40% em seu faturamento, segundo Roberto Baur, gerente de exportação. “Estamos tendo um movimento muito bom no nosso estande”, afirmou. Entre os destaques da Perto em Hannover estiveram dois modelos de caixa automático produzidos especialmente para o mercado indiano, que agradou aos clientes, do State Bank of India (SBI), o maior banco do país asiático e um dos maiores do mundo.
Dividendos pela persistência
“Os modelos são baseados em conversas que tivemos com eles no ano passado. Agora, trouxemos os equipamentos a Hannover, com as especificações pedidas e eles gostaram”, conta Baur, acrescentando que o mesmo banco já comprou mais de 800 máquinas da Perto em junho passado. O objetivo desta vez é mais arrojado. Concorrer na licitação que o SBI vai abrir para a compra de 10 mil caixas eletrônicos. Presente há mais de 13 anos na CeBIT, a companhia é uma prova de que a continuidade e persistência costuma trazer dividendos no mercado internacional. “Esse é um trabalho de muitos anos, e agora estamos começando a colher frutos”, observou.
Digistar expõe pelo sétimo ano
Especializada em produtos de telecomunicação, a Digistar expõe pelo sétimo ano na CeBIT, tendo seu espaço localizado no estande coletivo brasileiro situado no pavilhão 13, dedicado a soluções de telecom. “Tivemos contatos com empresas da América Latina, África, Nova Zelândia e Austrália, só para citar alguns”, contabilizou Edemar Plantikow Brahm, gerente de negócios da companhia gaúcha. “Se apenas um deles gerar negócio, estamos satisfeitos”, disse.
Independência do mercado interno
Também do mesmo ramo, a Digitel fez contato com mercados estratégicos na CeBIT. “Neste ano, realizamos contatos potenciais com países como Angola, Argélia, República Tcheca, Geórgia, Líbia, Polônia e Ucrânia”, enumerou Beto Flesch, gerente de mercado internacional da empresa. “Pela experiência que temos, pelo menos um deles se concretizará em negócio”, acrescentou. Com faturamento anual de cerca de 30 milhões de dólares, a Digitel tem 6% de seu faturamento obtido em vendas externas. “Esperamos crescer para 8% neste ano, mas nossa meta é chegar a 20% ou 30%, para dependermos menos do mercado interno”, ressalta Flesch.
Palestra sobre Brasil é destaque
Um destaque do quarto dia de CeBIT foi o Flat World Forum, encontro paralelo, de quatro dias de duração, abordando as recentes tendências na área de TI em economias emergentes. A manhã de sexta-feira foi dedicada às perspectivas do mercado brasileiro de tecnologia da informação, no evento batizado de “Next Step Brazil”. Entre os palestrantes estiveram o gerente de projetos da Apex-Brasil, André Limp; o diretor presidente da Softsul, José Antônio Antonioni; o diretor executivo da Unacorp, Eduardo Radziuk e Éberli Cabistani Riella, gerente de Tecnologia e Serviços da Procempa.
Sobre a CeBIT
Este ano, 4.157 expositores de 68 países mostram seus produtos e serviços em uma área de exposição de 184 mil metros quadrados. São esperados quase 400 mil visitantes até este sábado (7/03), último dia da exposição.
Nesta 25ª edição da CeBIT, o Brasil está representado por 41 empresas e entidades, cuja maioria está reunida em dois estandes coletivos, um para as empresas de software e outro dedicado às companhias que oferecem soluções de telecomunicação.
O “Projeto Participação Brasileira na CeBIT 2010” conta com o apoio da Hannover Fairs do Brasil, representante exclusiva da feira no País, e é realizado pela Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), Softsul (Associação Sul-Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software) e pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).
A iniciativa acontece pelo 11º ano consecutivo, dentro do Programa Setorial Integrado para o Setor de Software e Serviços Correlatos - PSI-SW, desenvolvido pela Softex, e este ano conta também com a adesão do Projeto Brasil IT Emerging Players, ambos apoiados pela APEX-Brasil – Agência de Promoção das Exportações e Investimentos. O objetivo é inserir software e serviços brasileiros no mercado internacional e promover a marca
Brasil IT+.
Informações sobre o programa da CeBIT estão disponíveis no www.hanover.com.br ou www.cebit.de
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